Se você já assistiu This Is Us, provavelmente se emocionou com a história… Mas já parou para notar como a série retrata a ansiedade?
A série conquistou o público ao abordar, de forma sensível e realista, as complexidades das relações familiares e pessoais. Mas além disso, traz uma representação profunda da ansiedade, especialmente através do personagem Randall Pearson.
Randall Pearson e a Ansiedade
A série não fala só sobre família e traumas do passado. Ela também mostra, de forma real e profunda, como a ansiedade pode afetar a vida de alguém.
Randall, interpretado por Sterling K. Brown, é um homem inteligente, determinado e extremamente responsável. Desde pequeno, ele sentia a necessidade de ser “perfeito”, de ter controle sobre tudo ao seu redor. No entanto, essa pressão interna o levou a desenvolver crises de ansiedade intensas, algo que o acompanha ao longo da vida.

Quem vê de fora pode não perceber
Ele tem uma carreira de sucesso, uma família incrível… mas também lida com crises de ansiedade desde pequeno. Quem olha de fora pode pensar que ele “tem tudo sob controle”. Mas a ansiedade não escolhe hora nem lugar para aparecer.
Esse dilema vivido por Randall é um reflexo do que muitas pessoas passam diariamente. Muitas vezes, aqueles que parecem mais fortes e bem-sucedidos são os que mais sofrem internamente. Segundo pesquisas, a ansiedade pode estar associada ao perfeccionismo e à necessidade de controle, fatores que Randall demonstra ao longo da série (Egan et al., 2011).

Ansiedade Não É Frescura!
A ansiedade não é frescura, nem algo que pode ser simplesmente “deixado de lado”. É um desafio diário, mas que pode ser cuidado com apoio profissional e estratégias que fazem a diferença.
A série mostra Randall tentando diversas formas de lidar com sua ansiedade: terapia, meditação e apoio da família. Essas estratégias são comprovadamente eficazes no manejo da ansiedade (Hofmann & Gómez, 2017).

O Que Podemos Aprender Com Randall?
A trajetória de Randall Pearson nos lembra da importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda quando necessário. Ter crises de ansiedade não significa fraqueza – pelo contrário, reconhecer que precisa de apoio é um grande ato de coragem.
Se você se identificou com essa história, saiba que você não está sozinho(a). A ansiedade pode ser tratada e controlada com acompanhamento adequado e ferramentas certas.

Bibliografia
- Egan, S. J., Wade, T. D., & Shafran, R. (2011). Perfectionism as a transdiagnostic process: A clinical review. Clinical Psychology Review, 31(2), 203-212.
- Hofmann, S. G., & Gómez, A. F. (2017). Mindfulness-based interventions for anxiety and depression. Psychiatric Clinics, 40(4), 739-749.